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Diretor de presídio e policial penal são presos em operação contra quadrilha investigada por extorsão e corrupção

Operação da polícia mira quadrilha responsável por administrar presídios em Pernambuco O diretor e um policial penal que trabalhavam no Presídio de Vitór...

Diretor de presídio e policial penal são presos em operação contra quadrilha investigada por extorsão e corrupção
Diretor de presídio e policial penal são presos em operação contra quadrilha investigada por extorsão e corrupção (Foto: Reprodução)

Operação da polícia mira quadrilha responsável por administrar presídios em Pernambuco O diretor e um policial penal que trabalhavam no Presídio de Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata Sul de Pernambuco, foram presos na Operação Controle Paralelo, deflagrada pela Polícia Civil nesta terça-feira (25). O alvo dos seis mandados de prisão e 14 de busca e apreensão é uma quadrilha investigada por crimes de corrupção sistêmica, extorsão contra detentos e seus familiares, tráfico de drogas e lavagem de dinheiro (veja vídeo acima). As investigações, iniciadas em outubro de 2022, apontam que a quadrilha dava benefícios a detentos conhecidos como "chaveiros". Esses presos controlavam os pavilhões e, em troca, recebiam dinheiro por meio de pessoas intermediárias, como seus parentes. ✅ Receba no WhatsApp as notícias do g1 PE "Os policiais penais presos na Operação Controle Paralelo [...] não exercem cargos de gestão desde novembro de 2023. Na ocasião, foram afastados pela atual gestão da Seap", afirmou, em nota, a Secretaria Estadual de Administração Penitenciária e Ressocialização. Quatro dos seis mandados de prisão foram cumpridos. "A gente ainda tem um policial penal que não foi localizado, assim como o chaveiro à época do presídio de Vitória de Santo Antão, que se encontra em liberdade e não foi localizado em sua casa", afirmou o delegado Jorge Pinto, titular do Grupo de Operações Especiais (GOE). Os nomes e as idades dos presos e dos alvos das apreensões não foram divulgados. Todos os 20 mandados foram emitidos pela 1ª Vara Criminal da Comarca de Vitória de Santo Antão, na Zona da Mata Sul de Pernambuco. A operação foi realizada nas cidades do Recife, de Vitória de Santo Antão e Escada, na Zona da Mata; Moreno e Ipojuca, no Grande Recife; e em Maceió. O dinheiro obtido através dos crimes era "lavado" por meio de pessoas jurídicas vinculadas aos setores de carcinicultura – criação comercial de camarões – e comercialização de pescados, segundo a polícia. "Essa lavagem se dava da seguinte forma: o dinheiro decorrente dessa extorsão, ou proveniente da prática de corrupção, ou seja, dinheiro que era direcionado aos policiais penais para obtenção de algum tipo de favorecimento ilegal nessa unidade prisional, era reinserido posteriormente em uma empresa que teria sido constituída pelo próprio chaveiro dessa unidade e que se destinava à criação de camarão. Empresa de fachada e que contava com a participação desses policiais penais. E a gente consegue identificar uma grande incompatibilidade financeira da movimentação deles com o que era realmente declarado", disse o delegado. Operação Controle Paralelo investiga corrupção dentro de presídio em Pernambuco Polícia Civil/Divulgação Por isso, foram emitidas ordens judiciais de sequestro de bens e bloqueio de ativos financeiros no valor de R$ 3,5 milhões. "Também foi dado cumprimento a 14 mandatos de busca domiciliar, não só envolvendo essas pessoas, mas também a empresa que estaria sendo utilizada para promover esse financiamento direto e indiretamente dessa prática de corrupção no sistema prisional", afirmou o delegado. Jorge Pinto explicou quem foram os outros dois presos na operação deflagrada nesta terça-feira (25). "Foram um homem que tem ligação direta com o tráfico de drogas, e responsável também por financiar essa criação de camarão. E o outro indivíduo era parente direto [sobrinho] do chaveiro da unidade prisional e teria sido apreendido com uma espingarda calibre 12", afirmou. VÍDEOS: mais vistos de Pernambuco nos últimos 7 dias .